Arquiteta da vida

O bom de escrever é que você pode ser o que quiser, quando quiser. São palavras traduzindo sonhos, pensamentos , momentos, é o conselho que você dá para os outros dando pra si mesmo.Hoje se me permitem quero ser uma arquiteta, pra mostrar pra vocês a execução do meu maior  projeto, aquilo que chamo de vida.

Eu somo, multiplico,divido tudo.. nada pode dar errado, é um projeto grande e um detalhe pode mudar o rumo desse prédio, na arquitetura é assim, um erro e o prédio pode desmoronar, ou ficar com as estruturas frágeis. É tanta matemática – ou seja, tanta complicação – que as vezes dá vontade  de desistir, nunca me dei muito bem com contas, mas a vida não é fácil pra ninguém né? Mas quer saber o grande segredo? A base – aquela feita pelas melhores pessoas que eu conheci na vida.
E olha, modesta a parte eu caprichei, foram anos construindo pra hoje ter certeza que tenho um estrutura solida que  me permite reerguer toda vez que eu ameaçar desmoronar. É claro que me preocupo, as vezes acho que tudo pode dar errado, que a estrutura não ta boa o suficiente, mas são  coisas passageiras porque eu sei que enquanto tiver essas pessoas nas estrutura eu poderei recomeçar milhões de vezes, mas nunca do zero, porque a minha base nunca desmorona.

Aqui é grande e tem lugar pra todo mundo, você pode vir pra tomar um cafézinho e eu receberei de braços abertos, mas se vir,venha para alegrar o ambiente, pra trazer sorrisos e despertar boas risadas.   Eu não me importo se você vai ficar um dia ou um ano, mas se for pra ir embora não saia quebrando tudo, deu tanto trabalho pra construir cada detalhe que doí em mim saídas bruscas.

Sempre tem um lugar pra aqueles que gostaram e querem fazer parte desse projeto, uns tem suite presidencial, outros não passarão do saguão.. mas sou grata por saber que por mais que meu prédio nunca se compare a um projetado pelo Niemeyer, há quem diga que fazer parte dele é a melhor coisa do mundo e isso me faz jamais desistir de construir. ♥

 

 

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Um sujeito indeterminado.

Nunca gostei muito de português, mas ai a gente conhece um sujeito simples que muda tudo, achava que juntando comigo poderíamos virar sujeito composto, mas mal sabia que eu seria a voz passiva – que sofre as consequências.
O tempo foi passando e o pronome nunca foi nós, era cada um com sua vida, seus problemas. Tarde demais, ele já estava na minha frase, nos meus verbos e incluído em todos os meus pronomes.  E nessa língua é assim, tudo no seu devido lugar, com os pontos nos lugares certos,  o sujeito juntinho com o verbo , tudo tem seu nome e classificação – Complexo demais pra nós dois. Viver cheia de interrogações definitivamente não dava pra mim, eu gosto mesmo é de afirmação.. ” ta tudo difícil, mas eu quero você !!! ” .
Mas com falta desse domínio trocamos todas as ordens,  ele me queria, mas tava tudo difícil. Não sabíamos que um concerto ali, e outro aqui seriamos capazes de ajeitar a frase e consequentemente nossa vida.  Usamos muito ‘mas’ ao invés de ”mais” . Poderíamos ter sido mais felizes, mais amigos, ter tido mais amor, maaaas..  o sujeito era na verdade indeterminado. 

Tive que colocar um ponto final bem no meio da frase, no meio de tanto amor que eu tinha,  quem tem coração mole colocar no final  de frase acaba virando reticencias.
Colocar os verbos no passado não ta sendo fácil, eu ainda trato você como meu, e logo eu que nunca fui possessiva e você que nunca foi meu.
Mais um equivoco nesse português que já ta perdendo o sentido de  tantas palavras soltas que eu já disse, e de tantas palavras ditas da boca pra fora que eu ouvi.
Se não posso usar o pronome possessivo, não quero verbos nem sujeito, vou andando  com os gerúndios esperando o dia que um vocativo venha me chamar de minha e que seja reciproco com todos os pronomes de intensidade.